O PURGATÓRIO

·         Embora a Bíblia não mencione explicitamente o termo “Purgatório”, há indícios de uma realidade que contempla o que entendemos por ele tanto no Antigo como Novo Testamentos, como:

2 Mac 12, 38 – 45

Mt 12, 32

Há muitas outras passagens semelhantes.

 

·         O Catecismo da Igreja Católica menciona tal realidade em seu número 1030: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu”.

 

·         Cremos na “Comunhão dos Santos” que é, entre outros sentidos, a capacidade de vivos e mortos intercederem entre si, pois todos fazemos parte da mesma Igreja (militante, padecente e triunfante), que nada mais é do que (um só) o corpo de cristo;

 

·         O Purgatório não deve ser entendido como um “lugar” para onde se vai após o falecimento, mas um estágio de autoconhecimento, tomada de posse de si mesmo, de libertação e amorização. Enfim, uma oportunidade que Deus nos proporciona para avançarmos em nossa caminhada de plenificação;

 

·         É um verdadeiro amadurecimento para e no amor;

 

·         Alguns exemplos para ilustrar: um aluno que fica em recuperação na escola, terá sua nova chance de, não apenas recuperar a nota não alcançada, mas, sobretudo, aprender o que não conseguiu assimilar. Outro exemplo, alguém profundamente debilitado que passa pela CTI (centro de tratamento intensivo), sendo monitorado e fortalecido em sua fraqueza;

 

·         Quase (?) todos passamos por esse estágio. Ainda bem que ele existe. Deus não desiste de nós. Mais. Caso não houvesse purgatório, como poderíamos passar de uma vida imperfeita para uma vida perfeita em questão de segundos? Deus não estaria respeitando aquilo que ele mesmo nos deu, ou seja, a capacidade de escolha e de crescimento. Toda liberdade imposta se torna opressão!