O PAI NOSSO

       De uma forma geral, as religiões ensinam que podemos e devemos conversar com Deus. A isso é dado o nome de oração. Há muitas formas de rezar. Não podemos pensar que exista apenas uma ou outra, e que só reza quem reza como nós; Jesus rezava – às vezes passa a noite inteira em oração, assim como João Batista. Ambos ensinaram seus discípulos a rezarem; Uma das formas que Jesus os ensinou foi através do Pai Nosso.

        A qual é, na verdade, um programa de vida (muito mais do que palavras mágicas). Assim Jesus vivia, e queria que nós também vivêssemos; O Pai Nosso tem, grosso modo, a estrutura do Decálago, ou seja, seque a lógica dos Dez Mandamentos. Primeiramente nos dirigíamos a Deus e, depois, à vida cotidiana (em relação a nós mesmos e aos outros); Assim, algumas realidades as quais tocamos nessa oração:

  • Deus é Pai

  • Pai de todos (“Nosso”, e não “meu”). Somos todos irmãos e não senhores. (“Amar a Deus sobre todas as coisas”)

  • Ele está nos Céus (com “s”). Uma forma hebraica de se referir à santidade e dignidade divinas

  • É necessário santificar seu nome (“Não tomar seu santo nome em vão)

  • O Reino – e sua justiça, deve ser buscado em primeiro lugar (Mt 6,33)

  • Pedimos: o Pão (cotidiano), o Perdão, a Superação da tentação 

  • Não queremos cair e permanecer no mal

Algumas observações sobre essa oração na liturgia:

  •     Rezamos na segunda pessoa do Plural para harmonizar com a forma de tratamento a Deus – em toda liturgia usamos “Vós” e não “Tu”

  • O primeiro céus é com “s” e o segundo, sem “s”. Uma distinção entre a santidade de Deus e nossa condição de seres limitados

  • Não falamos “amém” ao final, pois aquilo que segue (“vosso e o Reino, o poder e a glória para sempre”) é uma maneira mais extensa e explícita de se falar essa aclamação.