Homilia Catequética I

  • São João Damasceno (Séc. VIII) dizia que não poderíamos imaginar Deus caso Jesus não tivesse se encarnado. Ele é o rosto do Deus invisível. Sendo assim, podemos saber desse homem-Deus. Ele é a imagem divina;

 

  • O Concílio de Niceia II (o sétimo geral da Igreja, também aceito pela Igreja Ortodoxa), século VIII, incentiva os cristãos a terem imagens, fazer pinturas nas vestes e nos utensílios sagrados;

 

  • Por muito tempo as pinturas e os vitrais eram considerados o “Evangelho dos pobres”, pois ter uma Bíblia em pergaminho (pele de animal) era muito caro, além do mais, muitos não sabiam ler. As contemplações das artes sacras eram verdadeiras catequese;

 

  • A palavra também é uma imagem. Dizer, por exemplo, que alguém é “sol de sua vida” é uma imagem. Quantas parábolas Jesus contou utilizando as mais diversas imagens: pastor, ovelha, trigo, joio, fermento, sal, luz;

 

  • Numa procissão, quando levamos uma imagem, significa que toda nossa vida é uma caminhada (para o céu). Caminhamos juntos e temos alguém que nos inspira e intercede, a fim de que o itinerário possa acontecer da melhor forma possível. Não estamos sozinhos;

 

  • Finalmente, é bom saber que a questão das imagens não é o essencial. Temos que buscar os pontos  que nos unem (Cristo, a construção de um mundo novo, o cuidado do o planeta) e não o que nos divide e é motivo de escândalo para muitos.